Um Olhar sobre Nossa Trajetória
Ao longo de sua trajetória, a Zanettini Arqueologia desenvolveu projetos que marcaram a história da pesquisa arqueológica e da educação patrimonial no Brasil. Nesta página, reunimos algumas dessas experiências que ajudaram a aproximar o público do patrimônio cultural, revelar histórias enterradas pelo tempo e ampliar o diálogo entre a ciência e a sociedade.
Cada projeto guarda memórias, descobertas e encontros que continuam inspirando novas formas de pensar e compartilhar o patrimônio. Explore os projetos e descubra como essas histórias ajudaram a construir o caminho da arqueologia feita pela Zanettini.
ArqueoBus
Era 2004 quando partiu pela estrada afora o ArqueoBus. Idealizado por Paulo Zanettini, o projeto visava criar, inicialmente, um laboratório de apoio às pesquisas arqueológicas e uma moradia temporária para arqueólogos e arqueólogas em campo. Equipado com cozinha, dormitório modular, banheiro, bancada para análise, estação tecnológica de trabalho e uma mesa para reuniões, o ônibus surpreendeu ao extrapolar as expectativas iniciais. Para além de apoio e assistência aos pesquisadores, o Arqueobus transformou-se em um museu itinerante e um espaço de diálogo e interação com a população em torno do patrimônio arqueológico e dos seus significados.
Assim, foram instaladas bibliotecas e computadores, e nas paradas, aulas, palestras, exposições e conversas aconteciam em torno do veículo, em paralelo às escavações arqueológicas. Ao todo, mais de 25 mil quilômetros foram percorridos em 4 estados, e o projeto recebeu a visita de mais de 80 mil pessoas, além de ter sido amplamente repercutido por inúmeros veículos de televisão, jornal e revistas.
ArqueoBus pelo Brasil
O projeto teve início no município de Campinas, em São Paulo, durante a realização de uma série de escavações pela cidade, desenvolvidas no âmbito do “Projeto ArqueoUrbs – Campinas 230 anos”. Recebido com entusiasmo e curiosidade pelos moradores locais, que puderam conhecer mais sobre a história e o passado campineiro, o ônibus ficou estacionado na Praça Bento Quirino, tendo grande destaque na mídia local e visitado por cerca de cinquenta mil pessoas.
Seguindo trajeto pelo centro-oeste do país, o ArqueoBus adentrou o Distrito Federal, passando por diversos pontos da Universidade de Brasília (UnB), onde recebeu a visita de estudantes, professores, representantes e integrantes de instituições governamentais, possibilitando a construção de espaços de diálogo sobre arqueologia e inclusão digital.
De Brasília a Goiânia, o ArqueoBus fez uma breve parada em Pirenópolis, a convite do CEPROM/IPHAN, para apresentar o modelo que vinha desenvolvendo no campo da educação patrimonial, com o auxílio das novas tecnologias digitais. O veículo foi tomado por estudantes e moradores locais, que puderam se aproximar da história colonial e antiga da região.
Com a próxima parada em Goiânia, o ônibus laboratório-museu-moradia foi acolhido pelo Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia (IGPA) e a Universidade Federal de Goiás (UFG), onde houve a troca de experiências e materiais com pesquisadores da região e a construção de um diálogo com os moradores. De lá, seguiram por Porangatu e Alto Horizonte.
Em Vila Bela da Santíssima Trindade, o ArqueoBus recontou a história da primeira capital do Mato Grosso, no escopo do “Programa Fronteira Ocidental”, em parceria com o governo do estado, que fez o levantamento arqueológico da cidade e em seu entorno, no Vale do Guaporé. Entre os atrativos, foi feita uma simulação digital, em forma de jogo, dos primórdios da cidade, permitindo aos moradores ver e andar pela Vila Bela de 1870.
Saindo de Vila Bela, o ônibus seguiu para Cuiabá, onde, estacionado na Praça Alencastro, permitiu que a atual capital mato-grossense conhecesse um pouco do testemunho material e da história da antiga capital. Na praça, o ônibus chamou atenção de toda população sobre a riqueza arqueológica, histórica e cultural do estado e a sua importância na configuração geográfica e social do Brasil. Com a exposição de peças da região do Guaporé e vídeos sobre Vila Bela, o ArqueoBus se tornou atração tecnológica e cultural, atraindo mais de cinco mil pessoas.
Dessa forma, o ArqueoBus consolidou-se como um instrumento multimeio de divulgação dos principais trabalhos realizados por arqueólogos e arqueólogas brasileiros, sustentado por uma filosofia de abordagem das características históricas e culturais de cada região visitada. Não apenas isso: uniu o universo digital ao arqueológico, possibilitando uma abordagem inovadora e construindo um espaço de diálogo, troca, escuta e aprendizado sobre a arqueologia e a história.
O projeto contou com o apoio da Zafron Veículos Especiais, do Itaú Cultural, do Ministério da Cultura, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e de diversas outras instituições.